Canteiros Coletivos ficou entre os 30 negócios pré-acelerados pela Vale do Dendê

Criados há seis anos pela jornalista Débora Didonê na cidade de Salvador, os Canteiros Coletivos começaram na capital baiana como um movimento de intervenção urbana com ações de plantio e arte para a recuperação cidadã de áreas públicas degradadas. Desde abril deste ano, a iniciativa está na lista de 30 empreendimentos pré-selecionados pelo Vale do Dendê, escritório de apoio e fomento à economia criativa, inovação e negócios sociais em Salvador, voltado especialmente à aceleração de negócios liderados por jovens negros e mulheres. A Vale de Dendê recebeu 107 propostas após publicar seu edital, no final de 2017.

Ao longo de anos de experiências de recuperação e ocupação de áreas públicas de convívio, os Canteiros Coletivos foram desenvolvendo oficinas e cursos de formação que, aos poucos, ganharam corpo e abriram portas para que a ideia de simples mutirões de plantio e arte se transformassem em um negócio de impacto socioambiental. “Percebemos demandas muito maiores do que imaginávamos e que precisávamos desenvolver formas de alcançar mais áreas da cidade. Salvador tem pelo menos 30 bairros com altíssima densidade populacional e 0% de vegetação urbana. Por isso, propostas como a dos Canteiros são essenciais para equilibrar uma urbanização desenfreada com a criação de áreas verdes e jardins comestíveis a partir da sociedade civil e da iniciativa privada e, dessa forma, melhorar os índices de áreas verdes da capital baiana”, afirma Débora.

Nos últimos três anos, os Canteiros Coletivos estiveram em mais de 20 edições de eventos como A Feira da Cidade e o Coreto Hype, em festivais culturais como Fliquinha (Cachoeira), Fiac – Festival Internacional de Artes Cênicas, Festival Caymmi de Música, em projetos ligados ao Sesi – Serviço Social da Indústria e, recentemente, desenvolveram dois módulos de formação profissional para o Programa Corra pro Abraço, iniciativa de redução de danos da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social do Estado da Bahia (SJDHDS), voltada a pessoas em situação de rua. Em breve, os Canteiros Coletivos devem iniciar um projeto em conjunto com escolas públicas de Salvador.

Entre outros objetivos, o empreendimento social planejam buscar clientes e investidores para fomentar projetos que façam suas ações ganharem escala, disseminando práticas de cultivo de árvores e plantas comestíveis na cidade. Palalelamente, será mantida a programação de pelo menos uma ação mensal de mutirão, aberta a qualquer participante.