Em 4 anos, cerca de 240 mil árvores foram cortadas em Salvador – Bahia.ba

Agradecemos ao site bahia.ba por abordar a temática das podas em Salvador e à jornalista Fernanda Lima por procurar o movimento Canteiros Coletivos. Temos apenas duas observações a fazer:

1) Nossas árvores retiradas do canteiro do Gantois (Av. Garibaldi) no segundo semestre de 2016 por causa de um outdoor no local ainda não haviam alcançado altura suficiente para tapar o outdoor, e eram árvores adultas plantadas há cerca de 4 anos, por isso não podemos afirmar que eram árvores antigas.

2) Impressionante um funcionário da gestão pública informar que galhos e folhas caídos de árvores sejam causa de enchentes em Salvador. Qualquer pessoa minimamente estudada sabe que árvores são essenciais para cooperar com a absorção da água da chuva pelo solo e que quanto mais terrenos livres e arborizados, maior a chance de se evitar alagamentos. Ou seja, praças cimentadas não ajudam. Outra questão atrasadíssima em Salvador é a canalização e o tapamento de rios, que mesmo debaixo do cimento continuarão seu movimento de cheias e vazantes, causando alagamentos em vários pontos da cidade. Em várias partes do mundo, e até no Brasil, rios estão sendo destampados e recuperados porque se sabe que as cidades que respeitam o movimento da natureza conservam também suas estruturas urbanas.

É essencial que os veículos de comunicação — todos eles — entrevistem profissionais de biologia, urbanismo, engenharia ambiental ou afins sempre que um funcionário da gestão pública fizer afirmações como essa para evitar replicar à população informações equivocadas como se fossem verdades.

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