Plantas, Postes e Arte

Nessa semana, recebemos um visitante especial no berçário: John Luria, diretor de Bridge Year Program da Universidade de Princeton. Como faço parte dos Canteiros Coletivos através desse programa, John veio até o Brasil para conhecer meu dia-a-dia no movimento. Para recebê-lo, pensamos na colorida ideia de preparar tintas e garrafas com plantas para levar às ruas mais uma instalação do projeto #plantasnoposte.

(nesse projeto, decoramos garrafas de amaciante, transformamos as garrafas em vasos de plantas, e as penduramos em postes de luz coloridos com spray e tinta acrílica)

Se fosse para aprender apenas uma lição dos Canteiros Coletivos, seria essa: Para que ficar parado falando sobre o que poderia acontecer quando podemos tomar iniciativa e realizar nossos sonhos?

Quando caminhávamos até o poste com as garrafas de plantas e as latas de spray, — Eu, John e Débora — logo nos tornamos um grupo de seis pessoas, com a chegada dos voluntários Tiago, Lhaís e seu amigo Willy. Nos dirigimos até o poste escolhido, e começamos a retirar os papeis de anúncio colados ao redor dele. Estavam tão bem colados que me fizeram pensar que talvez:

a) já estivessem lá por muito tempo;

b) há muitos fogões para ser consertados em Salvador.

Quando o poste pareceu mais limpinho, finalmente começamos pintar. Usamos fita adesiva para desenhar formas geométricas, mas nossa falta da paciência e  espontaneidade nos inspiraram a improvisar. A lata de spray verde vazou e sujou nossas mãos, ensinando-me mais uma importante lição: não pintar as unhas antes de uma intervenção com os Canteiros.

nails

Minhas unhas… recentemente pintadas…

Em um ponto da intervenção, um morador da rua aproximou-se comendo uma jaca e bananas bem maduras. Ficou animado com nosso trabalho e pediu para para desenhar um árvore no poste com a tinta verde, e aproximou uma casca de banana do poste imaginando que seriam as ‘raízes’ dessa árvore (para os interessados, a casca foi removida.)

Durante o resto da manhã, continuamos a decorar o poste com uma caneta posca preta. Motoristas, vendedores e pedestres que passavam na rua elogiavam o poste. Isso é a lindeza de fazer arte nos espaços públicos.

Quando terminamos, atravessamos a rua para admirar o resultado. Agora é só aguardar as plantas crescerem ainda mais e suas florzinhas florescerem.

poste 2